a crise está em mim. a crise sou eu.










Monday, March 16, 2009

Friday, March 13, 2009

ele era assim p'ro exuberante



























este desenho foi feito há uns tempos, in loco, com o pavão a roçar-me a perna, emitindo sons, e abrindo a cauda pontualmente.
durante os poucos minutos em que o pintei, ele manteve-se ali comigo, sentados num degrau do jardim botânico da ajuda.

Thursday, March 12, 2009

enfado-chato-amuo-refilo-resmungo-rezinguice



o pessimismo à bulha com o mau humor são o segundo mais tranquilo nas vinte e quatro horas diárias da minha alma.

ai a minha vida


















[quote of the day: "we are prisoners of our own identity" Theodore Bagwell ]

Tuesday, March 10, 2009

citando Maria Keil



























"isso às vezes leva-me a erros de convívio. Às vezes faço figura de encolhida e as pessoas explicam-me tudo, como se eu não soubesse nada. E eu sei. Sei muita coisa e é deslumbrante. Mas não sei mostrar que sei." ; "As coisas que me passam pela cabeça. Não sou capaz de as escrever. Impossível. Vêm muito depressa. Não consigo apanhá-las. Se conseguisse, eram estranhas, duma grande transcendência. Sentei-me numa esplanada e os meus pensamentos, não eram bem pensamentos, mas coisas que me iluminavam fortemente, ao ponto de me apetecer chorar. E chorava, se não tivesse essa gente perto. Meti-me para dentro de mim. Foi bom. Senti-me viva, gente, dona de mim."

Sunday, March 08, 2009

em domingo de arrumações descobri estas folhas


















[bairro Vila Bertha, Graça, Lisboa]

















[bairro Estrela d'Ouro, Graça, Lisboa]






















[bairro Estrela d'Ouro, Graça, Lisboa]


Friday, March 06, 2009

diário gráfico: o Cão Picasso e Dj universitário






















isto parece um pensamento mas sou só eu a cuspir p'ro chão

Bem, o sítio tem estado algo cristalizado, arrítmico, e é preciso fazer qualquer coisa. vou pensar em voz alta nos últimos tempos:

["Certo é que os de alma gorda, engavetados na babel que os faz alhear-se do céu, vivem às vezes menos do que os sem mundo. Abrigados de todas as intempéries, congeminando leis para não os chatearem, consomem-se em excesso de calorias, de desdém, de enfado. Ciclo vicioso dos que julgam ter o mundo e geram torres e torres e os sem mundo." (Manuel Freire)

- eu diria: os arquit...]

Friday, February 20, 2009

por aí, nesta cidade Lisboa






















aguarela s/papel, 20x20cm

Monday, February 16, 2009

Q?



pergunto-me como será possivel continuar a ouvir os pássaros.
como é que nao saem só gritos e choros de todas as gargantas do mundo!?


Saturday, February 14, 2009

por isto, antes vinhaça...



estou de ressaca. novamente soluçando uma embriaguez. não de excesso, mas de carência. mas de afecto, não de álcool. uma dor de cabeça que é a inconformidade de ver um mundo todo aos pares. e a taxa de inveja no sangue que o faz ferver. que faz da ebulição o extremo da cobiça.


eu sou vapor.


today's just another day

Thursday, February 05, 2009

Wednesday, February 04, 2009

Tuesday, February 03, 2009

"mulheres que não são putas não são falsas não são nada"


























quote of the day: pulanito

memorandum #01


acabou.

façam de mim a vossa conquista
porque a minha não são vocês, a minha conquista sou eu.



Monday, January 19, 2009

if



















if I drink some ink
will it colour my life?

Thursday, January 08, 2009

Eu




















das nuvens em camadas de agonia espessa
quatro palavras pingadas:

emocionalmente contido socialmente incompetente.



Tuesday, January 06, 2009

fat foot




um salto alto elegante e uma calça fina em baínha cobrem muito mais que um corpo. cobrem medos e vergonhas gordas e almas que não cabem na moda. sociedade fashion...

Friday, January 02, 2009

sensações. [dar o nó]



aproveito para saudar 2009, e vocês que me espreitam pontualmente.

- que se dê um nó nas vossas vidas. de metas objectivos pessoas e coisas.

Wednesday, December 24, 2008

Tuesday, December 23, 2008

Monday, December 22, 2008

Saturday, December 20, 2008

madrugada




[...]
é uma liberdade que aprisiona. aquela coisa de sair à noite, passar pela multidão e sentir não fazer parte dela. é ser livre de uma maneira estupidamente presa. é uma espécie de liberdade que não é bem liberdade; assim como estar preso a alguém não é bem estar preso
[...]

Thursday, December 18, 2008

Wednesday, December 17, 2008

amigo imaginário

nunca tive amigos imaginários.
a minha solidão é também criativa. [sobretudo].


Thursday, December 04, 2008

the fake architect

as verdadeiras e recônditas paixões
que rupturam a arquitectura
e nos dão cabo da vida



Tondela e a fotografia



Mike e a escultura



eu e a pintura



Onofre e a ... reforma



PP e as ... curvas

Friday, November 28, 2008

Tuesday, November 25, 2008

apetece-me dizer-te



renuncio o pôr-do-sol até ao dia em que partilhemos um



Friday, November 21, 2008

Rainer Maria Rilke, descobri-te na altura certa


"as coisas não são tão apreensíveis nem tão dizíveis como nos querem fazer crer; quase todos os eventos são inefáveis, desenrolam-se num espaço onde as palavras nunca entram"

R. M. R.[em cada palavra escreveu um texto, em cada página um livro]

Wednesday, November 12, 2008

exterminem as borboletas

exterminem as borboletas.
acendam as luzes abram as janelas. procuro o céu. antes de qualquer outra coisa sou Homem. antes de qualquer actividade licenciatura ou profissão sou pintor. tenho uma Natureza dentro de mim. tenho esta Natureza dentro de mim. não tenho idade tenho vida. crescimento. cresco aqui. neste metro quadrado de quarto. numa poça lamacenta que reflecte o degrau grego do Parténon. no horizonte nunca perto no deserto de Skagen. cresco no banco do autocarro. porque não? estou vivo e cresco. estou vivo e cresco ininterruptamente. o acontecimento está em mim. o que estiver à minha volta, está. influencia. estou a estudar, cresco também na faculdade. passo alegrias e frustrações. apaixono-me. "sou maior" ou "adulto"? não. sou livre. sou livre e descubro-me. procuro o ser Humano e o Mundo. procuro a criação. a força da dor e do prazer, do sorriso e do corpo. não rejeito a solidão. um mundo inteiro à minha volta, entre nós há um espaço vazio. tem de haver sempre uma distância. há um interstício oculto que me separa do mundo e me possibilita senti-lo. poro. respiro. não sei o que se passa. não tenho a certeza desse espaço. às vezes parecemos sufocar com a pressão do mundo lá fora. no meio dessa pressão e da amálgama de ideias e sensações que nos surgem com a velocidade cósmica interior e se dissipam, de repente, com a mesma velocidade indizível. e há toda uma série de sinergias que atrofiam e nos consomem aos poucos. e aos poucos ganham uma dimensão física e o corpo apercebe-se suportar o peso do mundo. a carne contrai-se. a temperatura sobe. a tensão coze o espírito. a identidade evapora-se. o ser debilita-se mas resiste. mais membro menos membro, mais força menos força, um pé projecta-se sobre o outro. há dias em que se ergue e ensaia a pose, avança para um pedaço ao sol mas o sangue goteja e pauta o rasto. eu só queria adormecer na relva. mas as pessoas em volta não param para se calar.

alguém dessa ponta do Universo que pegue nas armas e extermine as borboletas.
nessa ponta do Universo elas insinuam levemente as asas para nesta ponta do Universo os cataclismos se sucederem brutalmente e explodirem.

alguém que as desfolhe uma a uma, cada asa, por favor.







nesta ponta do Universo estou eu.



Tuesday, November 11, 2008