
Wednesday, December 24, 2008
Tuesday, December 23, 2008
Monday, December 22, 2008
Saturday, December 20, 2008
madrugada
Thursday, December 18, 2008
Wednesday, December 17, 2008
Thursday, December 04, 2008
the fake architect
Friday, November 28, 2008
Tuesday, November 25, 2008
Monday, November 24, 2008
Friday, November 21, 2008
Rainer Maria Rilke, descobri-te na altura certa
Thursday, November 13, 2008
Wednesday, November 12, 2008
exterminem as borboletas
exterminem as borboletas.
acendam as luzes abram as janelas. procuro o céu. antes de qualquer outra coisa sou Homem. antes de qualquer actividade licenciatura ou profissão sou pintor. tenho uma Natureza dentro de mim. tenho esta Natureza dentro de mim. não tenho idade tenho vida. crescimento. cresco aqui. neste metro quadrado de quarto. numa poça lamacenta que reflecte o degrau grego do Parténon. no horizonte nunca perto no deserto de Skagen. cresco no banco do autocarro. porque não? estou vivo e cresco. estou vivo e cresco ininterruptamente. o acontecimento está em mim. o que estiver à minha volta, está. influencia. estou a estudar, cresco também na faculdade. passo alegrias e frustrações. apaixono-me. "sou maior" ou "adulto"? não. sou livre. sou livre e descubro-me. procuro o ser Humano e o Mundo. procuro a criação. a força da dor e do prazer, do sorriso e do corpo. não rejeito a solidão. um mundo inteiro à minha volta, entre nós há um espaço vazio. tem de haver sempre uma distância. há um interstício oculto que me separa do mundo e me possibilita senti-lo. poro. respiro. não sei o que se passa. não tenho a certeza desse espaço. às vezes parecemos sufocar com a pressão do mundo lá fora. no meio dessa pressão e da amálgama de ideias e sensações que nos surgem com a velocidade cósmica interior e se dissipam, de repente, com a mesma velocidade indizível. e há toda uma série de sinergias que atrofiam e nos consomem aos poucos. e aos poucos ganham uma dimensão física e o corpo apercebe-se suportar o peso do mundo. a carne contrai-se. a temperatura sobe. a tensão coze o espírito. a identidade evapora-se. o ser debilita-se mas resiste. mais membro menos membro, mais força menos força, um pé projecta-se sobre o outro. há dias em que se ergue e ensaia a pose, avança para um pedaço ao sol mas o sangue goteja e pauta o rasto. eu só queria adormecer na relva. mas as pessoas em volta não param para se calar.
alguém dessa ponta do Universo que pegue nas armas e extermine as borboletas.
nessa ponta do Universo elas insinuam levemente as asas para nesta ponta do Universo os cataclismos se sucederem brutalmente e explodirem.
alguém que as desfolhe uma a uma, cada asa, por favor.
nesta ponta do Universo estou eu.
acendam as luzes abram as janelas. procuro o céu. antes de qualquer outra coisa sou Homem. antes de qualquer actividade licenciatura ou profissão sou pintor. tenho uma Natureza dentro de mim. tenho esta Natureza dentro de mim. não tenho idade tenho vida. crescimento. cresco aqui. neste metro quadrado de quarto. numa poça lamacenta que reflecte o degrau grego do Parténon. no horizonte nunca perto no deserto de Skagen. cresco no banco do autocarro. porque não? estou vivo e cresco. estou vivo e cresco ininterruptamente. o acontecimento está em mim. o que estiver à minha volta, está. influencia. estou a estudar, cresco também na faculdade. passo alegrias e frustrações. apaixono-me. "sou maior" ou "adulto"? não. sou livre. sou livre e descubro-me. procuro o ser Humano e o Mundo. procuro a criação. a força da dor e do prazer, do sorriso e do corpo. não rejeito a solidão. um mundo inteiro à minha volta, entre nós há um espaço vazio. tem de haver sempre uma distância. há um interstício oculto que me separa do mundo e me possibilita senti-lo. poro. respiro. não sei o que se passa. não tenho a certeza desse espaço. às vezes parecemos sufocar com a pressão do mundo lá fora. no meio dessa pressão e da amálgama de ideias e sensações que nos surgem com a velocidade cósmica interior e se dissipam, de repente, com a mesma velocidade indizível. e há toda uma série de sinergias que atrofiam e nos consomem aos poucos. e aos poucos ganham uma dimensão física e o corpo apercebe-se suportar o peso do mundo. a carne contrai-se. a temperatura sobe. a tensão coze o espírito. a identidade evapora-se. o ser debilita-se mas resiste. mais membro menos membro, mais força menos força, um pé projecta-se sobre o outro. há dias em que se ergue e ensaia a pose, avança para um pedaço ao sol mas o sangue goteja e pauta o rasto. eu só queria adormecer na relva. mas as pessoas em volta não param para se calar.
alguém dessa ponta do Universo que pegue nas armas e extermine as borboletas.
nessa ponta do Universo elas insinuam levemente as asas para nesta ponta do Universo os cataclismos se sucederem brutalmente e explodirem.
alguém que as desfolhe uma a uma, cada asa, por favor.
nesta ponta do Universo estou eu.
Tuesday, November 11, 2008
Monday, November 10, 2008
Sunday, November 09, 2008
Monday, November 03, 2008
Friday, October 31, 2008
Wednesday, October 29, 2008
Tuesday, October 28, 2008
cor do dia 28

há uns tempo escrevi uma coisa que hoje parece ter ganho mais significado.
não sei, ou o frio ou os planetas alinharam-se de forma especial, mas hoje houve mais sentido.
parece que as teorias contam que a multiplicidade de sentidos abrange maiores significados.
seja.
possivelmente terás razão. corta-me o pulso, [basta um]
só para que eu e o mundo nos toquemos.
ali não. contorna a veia, que não vale a pena derramar
sangue. [não o quero ver depois rir-se de mim].
abre só a pele, separa bem a carne para que os
oxigénios se misturem, [reajam para a realidade nos
abarcar mútua e igualmente].
assim...
solta-me, para não seres tu agora a impedir-me de
participar no que acontece à minha volta.
deixa arrefecer. estarei pronto quando acordar, não ao
lado do mundo que deveria estar a experimentar, mas
dentro dele.
Friday, October 24, 2008
Thursday, October 23, 2008
Friday, October 17, 2008
Tuesday, October 14, 2008
Friday, October 10, 2008
Monday, October 06, 2008
Tuesday, September 02, 2008
Monday, September 01, 2008
Tuesday, August 26, 2008
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