
depois de uma noite em que me deixei cair calçado vestido e vencido na cama. não é preciso foder para descobrir limites. o mundo fode-nos profundamente.
arrefece-nos enquanto adormecemos na rua, acorda-nos quando estamos prestes a sonhar, golpeia-nos para nos curvarmos pelo chão e amanhecer às escondidas com a crueldade de uma luz roubada ao nosso prazer roubado.
pois bem. levanto-me e cuspo no banco que deixo, regurgitando na rua que piso, e vou para casa fechar os olhos durante o dia que não vale a pena. enquanto não valer a pena.
ou a noite não se despir.
a noite está cheia de horas também.