a crise está em mim. a crise sou eu.










Friday, February 20, 2009

por aí, nesta cidade Lisboa






















aguarela s/papel, 20x20cm

Monday, February 16, 2009

Q?



pergunto-me como será possivel continuar a ouvir os pássaros.
como é que nao saem só gritos e choros de todas as gargantas do mundo!?


Saturday, February 14, 2009

por isto, antes vinhaça...



estou de ressaca. novamente soluçando uma embriaguez. não de excesso, mas de carência. mas de afecto, não de álcool. uma dor de cabeça que é a inconformidade de ver um mundo todo aos pares. e a taxa de inveja no sangue que o faz ferver. que faz da ebulição o extremo da cobiça.


eu sou vapor.


today's just another day

Thursday, February 05, 2009

Wednesday, February 04, 2009

Tuesday, February 03, 2009

"mulheres que não são putas não são falsas não são nada"


























quote of the day: pulanito

memorandum #01


acabou.

façam de mim a vossa conquista
porque a minha não são vocês, a minha conquista sou eu.



Monday, January 19, 2009

if



















if I drink some ink
will it colour my life?

Thursday, January 08, 2009

Eu




















das nuvens em camadas de agonia espessa
quatro palavras pingadas:

emocionalmente contido socialmente incompetente.



Tuesday, January 06, 2009

fat foot




um salto alto elegante e uma calça fina em baínha cobrem muito mais que um corpo. cobrem medos e vergonhas gordas e almas que não cabem na moda. sociedade fashion...

Friday, January 02, 2009

sensações. [dar o nó]



aproveito para saudar 2009, e vocês que me espreitam pontualmente.

- que se dê um nó nas vossas vidas. de metas objectivos pessoas e coisas.

Wednesday, December 24, 2008

Tuesday, December 23, 2008

Monday, December 22, 2008

Saturday, December 20, 2008

madrugada




[...]
é uma liberdade que aprisiona. aquela coisa de sair à noite, passar pela multidão e sentir não fazer parte dela. é ser livre de uma maneira estupidamente presa. é uma espécie de liberdade que não é bem liberdade; assim como estar preso a alguém não é bem estar preso
[...]

Thursday, December 18, 2008

Wednesday, December 17, 2008

amigo imaginário

nunca tive amigos imaginários.
a minha solidão é também criativa. [sobretudo].


Thursday, December 04, 2008

the fake architect

as verdadeiras e recônditas paixões
que rupturam a arquitectura
e nos dão cabo da vida



Tondela e a fotografia



Mike e a escultura



eu e a pintura



Onofre e a ... reforma



PP e as ... curvas

Friday, November 28, 2008

Tuesday, November 25, 2008

apetece-me dizer-te



renuncio o pôr-do-sol até ao dia em que partilhemos um



Friday, November 21, 2008

Rainer Maria Rilke, descobri-te na altura certa


"as coisas não são tão apreensíveis nem tão dizíveis como nos querem fazer crer; quase todos os eventos são inefáveis, desenrolam-se num espaço onde as palavras nunca entram"

R. M. R.[em cada palavra escreveu um texto, em cada página um livro]

Wednesday, November 12, 2008

exterminem as borboletas

exterminem as borboletas.
acendam as luzes abram as janelas. procuro o céu. antes de qualquer outra coisa sou Homem. antes de qualquer actividade licenciatura ou profissão sou pintor. tenho uma Natureza dentro de mim. tenho esta Natureza dentro de mim. não tenho idade tenho vida. crescimento. cresco aqui. neste metro quadrado de quarto. numa poça lamacenta que reflecte o degrau grego do Parténon. no horizonte nunca perto no deserto de Skagen. cresco no banco do autocarro. porque não? estou vivo e cresco. estou vivo e cresco ininterruptamente. o acontecimento está em mim. o que estiver à minha volta, está. influencia. estou a estudar, cresco também na faculdade. passo alegrias e frustrações. apaixono-me. "sou maior" ou "adulto"? não. sou livre. sou livre e descubro-me. procuro o ser Humano e o Mundo. procuro a criação. a força da dor e do prazer, do sorriso e do corpo. não rejeito a solidão. um mundo inteiro à minha volta, entre nós há um espaço vazio. tem de haver sempre uma distância. há um interstício oculto que me separa do mundo e me possibilita senti-lo. poro. respiro. não sei o que se passa. não tenho a certeza desse espaço. às vezes parecemos sufocar com a pressão do mundo lá fora. no meio dessa pressão e da amálgama de ideias e sensações que nos surgem com a velocidade cósmica interior e se dissipam, de repente, com a mesma velocidade indizível. e há toda uma série de sinergias que atrofiam e nos consomem aos poucos. e aos poucos ganham uma dimensão física e o corpo apercebe-se suportar o peso do mundo. a carne contrai-se. a temperatura sobe. a tensão coze o espírito. a identidade evapora-se. o ser debilita-se mas resiste. mais membro menos membro, mais força menos força, um pé projecta-se sobre o outro. há dias em que se ergue e ensaia a pose, avança para um pedaço ao sol mas o sangue goteja e pauta o rasto. eu só queria adormecer na relva. mas as pessoas em volta não param para se calar.

alguém dessa ponta do Universo que pegue nas armas e extermine as borboletas.
nessa ponta do Universo elas insinuam levemente as asas para nesta ponta do Universo os cataclismos se sucederem brutalmente e explodirem.

alguém que as desfolhe uma a uma, cada asa, por favor.







nesta ponta do Universo estou eu.



Tuesday, November 11, 2008

Sunday, November 09, 2008

Monday, November 03, 2008

raio da humidade!
ora está lá fora ora está cá dentro...



som: Hans Zimmer - the journey. [vale a pena deixar tocar 3 minutos]

Friday, October 31, 2008

Wednesday, October 29, 2008

- o mundo não começa do zero hoje -



[quote of the day: Mª Manuela arq.]

Tuesday, October 28, 2008

cor do dia 28




há uns tempo escrevi uma coisa que hoje parece ter ganho mais significado.
não sei, ou o frio ou os planetas alinharam-se de forma especial, mas hoje houve mais sentido.
parece que as teorias contam que a multiplicidade de sentidos abrange maiores significados.
seja.


possivelmente terás razão. corta-me o pulso, [basta um]
só para que eu e o mundo nos toquemos.
ali não. contorna a veia, que não vale a pena derramar
sangue. [não o quero ver depois rir-se de mim].

abre só a pele, separa bem a carne para que os
oxigénios se misturem, [reajam para a realidade nos
abarcar mútua e igualmente].

assim...
solta-me, para não seres tu agora a impedir-me de
participar no que acontece à minha volta.

deixa arrefecer. estarei pronto quando acordar, não ao
lado do mundo que deveria estar a experimentar, mas
dentro dele.

Friday, October 24, 2008

Thursday, October 23, 2008

Friday, October 17, 2008